Capacidad Estatal Algorítmica: ¿Quién Controla el Cálculo? Una Perspectiva Comparada
DOI:
https://doi.org/10.35004/raep.v16i1.298Palavras-chave:
capacidade estatal, governança digital, soberania algorítmica, administração pública, análise comparadaResumo
A incorporação de infraestruturas algorítmicas na administração pública está reconfigurando as formas contemporâneas de exercício da autoridade estatal. Este artigo propõe o conceito de capacidade estatal algorítmica para analisar sob quais condições a digitalização fortalece — ou fragmenta — a capacidade estatal. A partir de uma análise comparativa de Argentina, Chile e Estônia, sustenta-se que a capacidade estatal algorítmica constitui um resultado contingente de decisões políticas, arranjos institucionais e configurações territoriais historicamente situadas. A estratégia analítica centra-se na governança digital, no controle sobre infraestruturas críticas e na relação entre o Estado e atores especializados. A partir de uma perspectiva histórico-relacional, a digitalização é interpretada como uma modalidade contemporânea de penetração estatal que incide na experiência cotidiana dos cidadãos, na arquitetura institucional e na organização social. A comparação demonstra que as infraestruturas algorítmicas não produzem efeitos homogêneos, mas amplificam configurações estatais preexistentes. Nesse sentido, a digitalização não redefine automaticamente a estatalidade, mas a reconfigura de acordo com o grau de controle público sobre o conhecimento estratégico que organiza a ação estatal. A capacidade estatal algorítmica emerge, assim, como uma dimensão contemporânea do poder infraestrutural, cujo desfecho depende menos da sofisticação tecnológica do que da condução política do cálculo.
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